Direito Societário
Sociedade sem acordo de sócios é como casamento sem regime de bens: funciona até o primeiro desentendimento. Estruturamos relações societárias com regras claras para convivência, decisão, saída e crescimento. Para startups, desenhamos programas de vesting, SAFEs e acordos de investimento alinhados ao Marco Legal das Startups.
Fale com um especialistaSituações em que podemos ajudar
- Empresa com dois ou mais sócios e sem acordo formal definindo regras de convivência, decisão e saída
- Conflito entre sócios está paralisando decisões e comprometendo a operação do negócio (deadlock)
- Startup precisa implementar vesting para reter talentos, mas não sabe como estruturar juridicamente
- Investidor quer entrar na sociedade e exige reorganização do cap table e documentação societária
- Sócio quer sair da empresa, mas não há regras claras sobre apuração de haveres e forma de pagamento
- Empresa familiar precisa profissionalizar a governança para separar gestão de propriedade
- Contrato social genérico registrado na Junta Comercial não reflete a realidade das relações entre sócios
Como atuamos
Estruturamos relações societárias para que empresas cresçam sem que divergências entre sócios se transformem em crises. Desde a constituição de uma nova sociedade até a reorganização de grupos empresariais, formalizamos direitos, deveres e regras de convivência de forma equilibrada e previsível. Para startups e empresas de tecnologia, desenhamos programas de vesting com cliff, SAFEs, acordos de investimento-anjo e estruturas compatíveis com o Marco Legal das Startups (LC 182/2021). Em situações de conflito, atuamos primeiro na mediação e negociação; quando necessário, na arbitragem ou litigância. O objetivo é sempre preservar a empresa e resolver a questão com o menor desgaste possível para todas as partes.
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Perguntas frequentes
Preciso de acordo de sócios mesmo tendo contrato social?
Sim, e são documentos com funções diferentes. O contrato social é público, registrado na Junta Comercial, e trata de aspectos formais obrigatórios. O acordo de sócios é privado e confidencial, regulando questões estratégicas: como decisões são tomadas, como lucros são distribuídos, o que acontece se um sócio quiser sair, cláusulas de não concorrência e confidencialidade, e mecanismos de resolução de conflitos.
O que é vesting e quando devo usar?
Vesting é um mecanismo que condiciona a aquisição de participação societária ao cumprimento de metas ou permanência na empresa por um período determinado. É usado principalmente por startups para reter talentos-chave sem diluir a participação dos fundadores prematuramente. O modelo mais comum é o vesting de 4 anos com cliff de 1 ano: nenhuma participação nos primeiros 12 meses, e aquisição gradual a partir do segundo ano.
Vocês atuam em conflitos entre sócios?
Sim. Atuamos tanto na prevenção (acordos bem estruturados que preveem cenários de conflito) quanto na resolução (mediação, arbitragem ou judicialmente). Em casos de deadlock societário, ajudamos a encontrar soluções que preservem a empresa, como cláusulas de desempate, dissolução parcial ou compra forçada de participação.
Como funciona a saída de um sócio da empresa?
Depende do que está previsto no contrato social e no acordo de sócios. Em geral, envolve apuração de haveres (cálculo do valor da participação), definição de prazo e forma de pagamento, e formalização da alteração contratual. Sem regras prévias, a saída de um sócio pode se transformar em litígio prolongado e custoso.
O que é SAFE e como funciona no Brasil?
SAFE (Simple Agreement for Future Equity) é um instrumento de investimento usado por startups que converte o aporte em participação societária em um evento futuro (geralmente a próxima rodada de investimento). O Marco Legal das Startups reconhece esse tipo de instrumento. É mais simples e rápido do que uma rodada de investimento tradicional, mas precisa ser estruturado com cuidado para evitar riscos tributários e trabalhistas.
Sociedade 50/50 entre dois sócios é arriscada?
Pode ser. A participação igualitária funciona quando os sócios estão alinhados, mas cria risco de paralisia quando surgem divergências: nenhum dos dois tem maioria para tomar decisões. Um acordo de sócios bem estruturado resolve isso com mecanismos de desempate como voto de minerva, arbitragem, cláusula shotgun (compra ou venda forçada) ou mediação obrigatória.
Quando devo profissionalizar a governança da minha empresa?
Quando a empresa começa a ter mais de dois sócios, quando há entrada de investidores externos, quando a geração seguinte da família começa a participar do negócio, ou quando a empresa atinge um porte em que decisões informais geram risco. Governança não precisa ser burocrática: precisa ser clara sobre quem decide o quê e como.
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